domingo, agosto 11, 2013

sua presença




a meu pai






quando ele se foi deixou sua presença invisível 
uma máquina de escrever 
um relógio que sempre marcava a mesma hora 
uma lata de rapé pequena, palavras cruzadas 
um livro de camões que sabia de cor 
brinquedos de madeira, máscaras de monstros
e o tapete queimado de cigarro 

quando entrei no quarto 
o seu cheiro 
o som de seu riso e de sua sabedoria 
o abraço no ar que até hoje busco 

quando ele se foi 
tinha um bem-te-vi na janela 
e hoje também tem um 
me pego com o coração pequeno 
e sinto meu velho pai me abençoando

3 comentários:

danilo disse...

Adriana
Seu poema me emociomou
Meu pai tamvem de foi, fazem 15 anos...morreu em 98_ esse ano minha mae prtiu, fazem 6 meses depous de breve agonia...
Meu pai amava pássaros specialmente bentevis_ que apareceram en bando cantando mo enterro dele_parecia uma homebagem programada _ um milagre eu diria
Mãe amava a vida e a alegrua mas a morte a kevou
Eh assim... E nada podemis fazer a nao ser amar
Sempre é cada vez mais
Grande abraçi
Danilo

danilo disse...

Adriana
Seu poema me emociomou
Meu pai tamvem de foi, fazem 15 anos...morreu em 98_ esse ano minha mae prtiu, fazem 6 meses depous de breve agonia...
Meu pai amava pássaros specialmente bentevis_ que apareceram en bando cantando mo enterro dele_parecia uma homebagem programada _ um milagre eu diria
Mãe amava a vida e a alegrua mas a morte a kevou
Eh assim... E nada podemis fazer a nao ser amar
Sempre é cada vez mais
Grande abraçi
Danilo

Assis Freitas disse...

de torar



beijo