quarta-feira, setembro 09, 2009

além de mim


meça as suas palavras, ele disse
medi e eram do tamanho do mundo
não cabiam mais em mim
atravessaram os oceanos
e as veias quentes do corpo
saíram pelos poros em meu suor
e desapareceram
como as tardes mornas de setembro


imagem:fonte desconhecida

23 comentários:

José Carlos Brandão disse...

Excelente. As palavras não têm tamanho. E escrevemos para que permaneçam. É a nossa vitória e nossa frustração: sobrevivem a nós.
Beijo.

nina rizzi disse...

caramba, mulher... do tamanho do mundo e cabendo aqui, no meu coração, tão vasto quanto do drummond...

belíssimo, íssimo, ssimo, imo, mo... amor nos cimos...

beijo :)

sim, e que imagem...

tonhOliveira disse...

Além dos jardins da alma...

Beij♥s!

Marcos Satoru Kawanami disse...

o poema até cabe no papel, a poesia não...

Lara Amaral disse...

Quem mandou medir as palavras de poeta, é nisso que dá =).
Adorei, Dri. Abraços!

Mirse Maria disse...

Oi Adriana!

Letras, palavras e sons e mais a linda gravura que parece o mundo do Pequeno Príncipe!

Belíssimo poema!

Beijos, amiga

Mirse

guru martins disse...

..."A idéia é vasta
A palavra é restrita
A expressão é medíocre

A palavra é vasta
A idéia é restrita
A expressão é poética"...

bj

pianistaboxeador21 disse...

Olha, só posso te dizer uma coisa:
LINDO.

Hercília Fernandes disse...

"tardes mornas de setembro"...

Linda essa imagem poética, Godoy. Belo esse poema em sua vastidão.

Novamente, primor de lirismo!

Beijos :)
H.F.

Renata de Aragão Lopes disse...

Palavras além de mim...
Muito bonito!
Beijão.

Fred Matos disse...

Muito bom, Adriana.
Clap! Clap! Clap!
Beijos

O Profeta disse...

Troquei as voltas a um Golfinho feliz
Afagei a cria de uma Baleia azul
Confundi uma nuvem com ilha encantada
Perdi-me na rota entre o Norte e o Sul

Aprisionei o olhar de uma gaivota
Enchi a alma com penas de imensa leveza
Enchi o coração de doce maresia
Adormeci nos braços da incerteza

Vem viajar comigo no meu barco de papel


Bom domingo

Doce beijo

Adriana Godoy disse...

Valeu, gente...muito especiais seus comentários. beijos.

Lou Vilela disse...

... são belas e inesgotáveis! ;)

Beijos

Anita Mendes disse...

que beleza,drika! poucas palavras que invadem o ser. sutileza densa de quem sente e tem alma de poeta. vc consegue dizer pouco e usar as palvaras certas ...essa
com certaza essa e uma delas! belo!
beijos do tamanho do mundo, Anita.

sopro, vento, ventania disse...

Adriana,
Querida!
Que belo poema. Na prova da uerj de ontem teve um poema do Gullart que me lembrou você (fala da voz e da vez do poeta - essas coisas sobre as quais tanto sentimos/pensamos/escrevemos).

E, mais, um IMENSO 'MUITO OBRIGADA' pelas visitas recentes e... ainda mais... pelo belo presente de aniversário que é ter você, ali, no meu blog.
Eu tentei me colocar como sua seguidora, mas não aparece direito, não sei mais como fazer, mas vou continuar tentando.
Um beijo,
Cynthia

tania não desista disse...

oi,adriana!
tão poético ,doce! é verdade ...as palavras são tantas ...e se nascem de uma emoção...transbordam de nós
...e correm,abençoando o mundo,à nossa volta!...possíveis lindas interpretações!
bjoo
taniamariza

Fabio Rocha disse...

Nossa, esse me fez chorar. Belo e triste...

Casa disse...

Gostava das manhãs de setembro, por causa do Drummond.
Agora também das tardes mornas.

daufen bach. disse...

Caramba!

tu está demais! aqui sorvendo desta veia poética.

beijo procê!

lírica disse...

Pensamento encantado!
Lindo!
Bj
Lírica

Marcelo Novaes disse...

Adriana,



A legenda da gravura fez um perfeito duo com a tua voz.





Muito bom!






Beijos,







Marcelo.

Cunhadão disse...

Isso é covardia: nem cabe o tanto q gostei desse aq tbm. Igual suas palavra medidas: gostei do tamanho do mundo...