segunda-feira, janeiro 19, 2009

estranho silêncio


estranho silêncio que me acompanha
quando não quero ouvir as vozes do mundo
nem saber o que nele acontece
nem de quantos mortos se faz uma guerra
nem de quantos tiros se ilumina uma cidade

estranho silêncio que me atormenta na noite
e me deixa navegar desgovernada desvalida
sem âncoras ou vendavais

enquanto percorro esses caminhos tristes e equivocados
alguns homens tomam cerveja no bar da esquina
e eu queria estar lá

22 comentários:

pianistaboxeador21 disse...

Eu tb queria estar lá.
Mas não posso mais. E esse silencio tb me atormenta.

beijos,

Daniel

BAR DO BARDO disse...

o silêncio pode ser tocado de várias formas. até encontrarmos a partitura ideal, incomoda mesmo... vai ali no bar do bardo e toma uma!

Anônimo disse...

Como um pequeno poema pode nos trazer tantas sensações? Um beijo. R.B.

Erica Marie disse...

lIndo isso!!!

Gostei mt do seu blog, e add lá nos meus favoritos, assim que puder dá uma passadinha lá!

Bjs linda :)

Raskólhnikov disse...

já acostumei a me rir do silêncio.
o que me corrói são os gritos mudos e o ar sem oxigênio.

On The Rocks disse...

eu também quero estar lá!

vamos?

bj

Adriana disse...

Mais uma vez agradeço os comentários e o momento do Daniel me sensibiliza especialmente. Beijos.

anjobaldio disse...

Muito bom mesmo. Grande abraço.

Barone disse...

Também ouço este silêncio Adriana.

Inominável Ser disse...

Silenciosamente, os efeitos desses estados, itinerários bem raros e profundos... Ouvir tal Silêncio é querer fugir e querer agarrar...

Fugir do quê, Adriana?

Agarrar o quê, Adriana?

Inominável Ser disse...

Obrigado pelo comentário lá no Jardim, Adriana; vou adicionar vosso blog em minha lista, ele é excelente nas poéticas abordagens que tece.

Marcia Barbieri disse...

O estranho silêncio que a todos nós acompanha. Poema melancólico como nossas vidas.

beijos ternos

Hercília Fernandes disse...

Belos os seus versos, Adriana. Parabéns!

Estou apreciando muito o seu lirismo reflexivo.

Às vezes, também, tudo o que eu queria era tomar uma "cerveja no bar da esquina" e não ouvir as vozes [gritantes] desse "estranho silêncio"...

Obrigada pela leitura, virei mais vezes.

Abraço,

H.F.

Luciano Fraga disse...

A indiferença.Muitos de nós também gostaríamos,mas sei que esta afirmação do poeta é um grito de alerta, muito bom mesmo, abraço.

Adriana disse...

Aos que pela primeira vez vieram e aos outros que sempre me visitam, obrigada, de verdade.

Luciano, a poesia faz parte de você, como o seu sangue.Beijo.

Barone disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Barone disse...

Adriana, o Poema Dia vai ampliar seus participantes de 28 para 56 (dois por dia). Quero te convidar a participar. O que acha? Me de um alô por email ok?

victor.barone@globo.com

paradoXos disse...

que liindooo!!!
adorei!!!

paradoXos disse...

que liindooo!!!
adorei!!!

Luisa Godoy disse...

Navegar sem âncoras ou vendavais e um silêncio que você não faz, mas te persegue. Bonitas imagens. Bonitos poemas. Ouso dizer que há uma proporção inversa entre a reclusão e a produção. Você é beatnik, Dri. Adoro.

Úrsula Avner disse...

Lindo, profundo, interessante , expressivo! É sempre bom voltar ao ao seu cantinho. Obrigada pelo carinho de sua visita. Bjs.

Úrsula Avner disse...

Lindo, profundo, interessante , expressivo! É sempre bom voltar ao ao seu cantinho. Obrigada pelo carinho de sua visita. Bjs.