Pessoal, hoje tem "mim" no Maria Clara.
Pra conferir é só clicar aqui.
E quem ainda não leu e quiser ler, tem esse poeminha("sua presença") aí embaixo.
Beijos.
quinta-feira, maio 13, 2010
quarta-feira, maio 12, 2010
sua presença
quando ele se foi deixou sua presença invisível
uma máquina de escrever
um relógio que sempre marcava a mesma hora
uma lata de rapé pequena, palavras cruzadas
um livro de camões que sabia de cor
e o tapete queimado de cigarro
uma máquina de escrever
um relógio que sempre marcava a mesma hora
uma lata de rapé pequena, palavras cruzadas
um livro de camões que sabia de cor
e o tapete queimado de cigarro
quando entrei no quarto
o seu cheiro
o som de seu riso e de sua sabedoria
o abraço no ar que até hoje busco
quando ele se foi
tinha um bem-te-vi na janela
e hoje também tem um
me pego com o coração pequeno
e sinto meu velho pai me abençoando
o som de seu riso e de sua sabedoria
o abraço no ar que até hoje busco
quando ele se foi
tinha um bem-te-vi na janela
e hoje também tem um
me pego com o coração pequeno
e sinto meu velho pai me abençoando
domingo, maio 09, 2010
sexta-feira, maio 07, 2010
A Voz no Vale das palavras
Mais uma vez recebo uma homenagem. Desta vez é de Mauro Lúcio, um poeta muito especial, sensível e terno. Quem quiser conferir este poema e conhecer mais poemas do autor clique aqui. Vale a pena. Beijos.
sexta-feira, abril 23, 2010
dominus vobiscum
os homens falaram do apocalipse
e de todas as pragas que viriam
como se não soubessem que isso é todos os dias
disseram que só alguns se salvariam
e esses seriam os que rezavam e os que temiam
nas casas de deus templos e catedrais
homens pregam e dizem conhecer o caminho
há que se doar o pouco que se tem os pobres
e ajudar as entidades e ceder grandes verbas os ricos
assim serão salvos esses que asseguram
um pedaço de céu o paraíso
os outros queimarão no inferno
e esses que prestam contas ao senhor
às vezes não creem
ao ver que o demônio deles não se desgruda
e percebem que o fogo os queimará
nesta terra ou no céu prometido
dominus vobiscum
sexta-feira, abril 16, 2010
pode ser
deite aqui no meu colo
e deixe que eu te abrace mais uma vez
me dê seus lábios e seu corpo em delírio
põe uma gota de perfume na nuca
e deixe que eu te morda
pode contar as histórias que sei de cor
e cantar a música que um dia foi nossa
meus olhos vão brilhar como se fosse a primeira vez
fale que hoje a lua nasceu só pra nós dois
e que vai me cobrir quando esfriar de madrugada
se eu te der o meu amor intenso e quente como agora
talvez você fique aflito e saia
ou pode ser que goste
e ainda fique por algum tempo
não terei coragem de te dizer essas palavras
mas em algum lugar vão estar escondidas
sob o tapete nos lençóis
ou na poeira que sobe e sai pela janela
me dê seus lábios e seu corpo em delírio
põe uma gota de perfume na nuca
e deixe que eu te morda
pode contar as histórias que sei de cor
e cantar a música que um dia foi nossa
meus olhos vão brilhar como se fosse a primeira vez
fale que hoje a lua nasceu só pra nós dois
e que vai me cobrir quando esfriar de madrugada
se eu te der o meu amor intenso e quente como agora
talvez você fique aflito e saia
ou pode ser que goste
e ainda fique por algum tempo
não terei coragem de te dizer essas palavras
mas em algum lugar vão estar escondidas
sob o tapete nos lençóis
ou na poeira que sobe e sai pela janela
quarta-feira, abril 14, 2010
No Maria Clara
Oi, pessoal! Lá no Maria Clara tem um texto meu. Quem quiser conferir é só clicar aqui.
Beijos!
PS: ESTOU EM UM TRABALHO QUE ESTÁ TOMANDO QUASE TODO O MEU TEMPO. SEMANA PRÓXIMA, ESPERO ATUALIZAR MINHAS LEITURAS E PUBLICAR POEMAS INÉDITOS. É ISSO!
Beijos!
PS: ESTOU EM UM TRABALHO QUE ESTÁ TOMANDO QUASE TODO O MEU TEMPO. SEMANA PRÓXIMA, ESPERO ATUALIZAR MINHAS LEITURAS E PUBLICAR POEMAS INÉDITOS. É ISSO!
sexta-feira, abril 09, 2010
terça-feira, março 30, 2010
esse é o dia
esse é o dia que talvez corra perigo
de dar voltas sobre meu corpo e em volta da mesa
de não saber direito olhar a lua
de não achar o livro que me deu de aniversário
esse é o dia de cortar os cabelos e pintar as unhas
de não saber dizer não quando devia
de fingir acreditar em seus olhos
de olhar debaixo da cama e encontrar o pé sumido da sandália
esse é o dia de ler horóscopos rasos e tarôs
e pensar que tudo vai dar certo no fim do dia
de incendiar o corpo e gelar sorrisos
de dizer o que ontem seria mentira
de dar voltas sobre meu corpo e em volta da mesa
de não saber direito olhar a lua
de não achar o livro que me deu de aniversário
esse é o dia de cortar os cabelos e pintar as unhas
de não saber dizer não quando devia
de fingir acreditar em seus olhos
de olhar debaixo da cama e encontrar o pé sumido da sandália
esse é o dia de ler horóscopos rasos e tarôs
e pensar que tudo vai dar certo no fim do dia
de incendiar o corpo e gelar sorrisos
de dizer o que ontem seria mentira
quinta-feira, março 25, 2010
Ausência
Pessoal, estou ausente há um tempinho, mas assim que resolver alguns problemas, volto com força total. Aí, vou atualizar minhas leituras. I hope so! Beijos.
domingo, março 21, 2010
no teorema da feira
O Lívio do "Teorema da Feira" postou um poema meu lá. Não é inédito, mas quem quiser reler é só clicar aqui. O Blog dele é muito bom. Beijos.
quinta-feira, março 18, 2010
Tem um poema meu lá!!
Tem um poema meu lá no Maria Clara.
Se quiserem conferir é só clicar aqui.
Beijos
Se quiserem conferir é só clicar aqui.
Beijos
terça-feira, março 16, 2010
you are lady
resta nada mais que um resto de café na garrafa
um frango gelado que não tive coragem de comer
por pensar como viveu triste e apertado na granja
tomando bicadas de seus irmãos e ferido
achando que sempre era dia
resta um último cigarro que deixei pra hoje
e não acho a hora certa de falar com você
e dizer que não dá mais
que sou o frango
apertado na granja e querendo a noite
uma vez só pelo menos uma noite
era o que queria dizer hoje pra você
mas o dia está enorme claro quente
a noite não vem nunca e ouço "you are lady"
que você cantava pra mim
terça-feira, março 09, 2010
hoje tem!!
Meus queridos e estimados leitores, hoje tem poema meu no poema dia.
Para conferir é só clicar aqui.
Beijos.
Para conferir é só clicar aqui.
Beijos.
sexta-feira, março 05, 2010
quinta-feira, março 04, 2010
Voz no Balaio
Oi, pessoal,, hoje tem minha VOZ no Balaio. Quem quiser conferir é só clicar aqui. Beijos.
segunda-feira, março 01, 2010
Vale a pena!
Pessoal, o Danilo de Abreu, um poeta de primeira, fez um poema dedicado a mim, à Voz. Modéstia à parte, vale a pena conferir. É só clicar aqui.
Beijos.
Beijos.
sexta-feira, fevereiro 26, 2010
da janela
modigliani by guga shultze
tantos dias ficava na janela
a perscrustar ruas
a sentir o peso do vento e da lua
o ar alto parado
a vida passava próxima
o corpo longe largado
um aroma mais escuro
impregnava as narinas dilatadas
animal acuado ao ver a moça
de olhos negros molhados
terça-feira, fevereiro 23, 2010
quinta-feira, fevereiro 18, 2010
quarta-feira, fevereiro 17, 2010
enquanto dorme
estudo para aquarela/ rafael godoy
enquanto dormeum homem se atira do oitavo andar do prédio ao lado
e um cão perdido se estende ao sol no meio da rua
três carros capotam na estrada
e alguns pardais tomam banho na água suja
enquanto dorme
a chuva inunda uma cidade inteira
e ratos se escondem nas casas junto às pessoas desesperadas
e aparece uma flor no vaso da nossa janela
enquanto dorme
me deito ao seu lado
e olho para o seu rosto calmo e sereno
para o seu rosto calmo e sereno
quinta-feira, fevereiro 11, 2010
dome o medo
dome o medo
medonho medo
arrasta prende
gela acende
medo medonho
estanca fere paralisa
movimento inércia
liberdade prisão
medo de
barata bandido borboleta
formiga foda faísca
mar morte morcego
polícia puta palhaço
tortura tédio trabalho
dome o medo
dane-se o medo
medo mundano
medo maior de amar
segunda-feira, fevereiro 08, 2010
Tem poema meu lá!!
Pessoal, tem um poema meu lá no poema dia. Quem quiser conferir, clique AQUI!
Beijos.
Beijos.
segunda-feira, fevereiro 01, 2010
quero a noite
ainda que o corpo clame
sinto em mim um deserto morno
a luz que bate de manhã e me faz fechar a cortina
tenta entrar pelas fresta da outra janela
bem-te-vis gritam em desarmonia
cadê os pardais?
os projetos em cima da escrivaninha me olham
os livros que não consegui ler empilhados
e bananas apodrecendo na fruteira
ontem dormi em outra cama
e ouvi : amor, quer café ou suco?
hoje ouço os carros e as pessoas indo pro trabalho
e sei que breve estarei lá misturada nas ruas e nas pessoas
as notícias das crianças do haiti e as enchentes
as atrocidades sem medida e as tragédias
os deuses devem estar dormindo há séculos
esse sol me atordoa quero a noite
e a brisa que soprava do mar
segunda-feira, janeiro 25, 2010
volta

voltei e meus braços são compridos como as estradas
mesmo com o mar nos olhos as montanhas me fascinam
um cansaço aflito se instala no corpo
minhas mãos não estão ágeis
e a cabeça pesa mais que a chuva forte e fria
as palavras estão escondidas em algum canto de mim
me lembro de um cavalo cego que rondava a casa da praia
disputava o lixo com os urubus e ainda continuava todos os dias
de um cão que sorria quando chamavam o seu nome
de quando o mar ficava vermelho no fim da tarde
e eu ficava lá até o escuro
e tinha a madrugada e eu dormia
segunda-feira, dezembro 28, 2009
Voz
ecoa em mim
a voz do meu coração
estranha voz
aguda e rouca
úmida e serena
voz de sonhar e gritar
todas as palavras
tudo que esteve contido
nas cavernas mais distantes
e silenciosas de mim
( poeminha que deu nome ao meu blog)
Meu blog tava com problemas. Não conseguia acessá-lo nem o blog de muitos. Só agora consegui. Amanhã vou viajar e não sei quando volto. Encerro então por esse ano com a notícia feliz de que Mário Bortolotto teve alta. Isso é uma grande notícia! Dá pra fechar o ano mais feliz.
A todos vocês que sempre passam por aqui só posso agradecer e desejar um 2010 mais doce e com mais paz. Quando voltar atualizo minhas leituras. Vou ficar com saudades. Beijos.
segunda-feira, dezembro 21, 2009
Recado ao Noel
Ei, Santa. Mantenha essas renas longe do meu telhado. Vai me quebrar todas as telhas e, depois, quem é que vai pagar o estrago, heim, heim? Pare de atormentar as criancinhas com sua inexplicável obssessão pelo vermelho. Cê é algum raio de comunista ou o quê? Que que cê come lá no Polo Norte para ser tão gordo? Tá precisando de um regime, véio. Que que é rou, rou, rou? Isso é uma risada ou uma ameaça? Sai pra lá, chulé; vê se larga do meu pé.
PS: cê vai trazer presentes? Pra mim? Então me manda os anos 70 de volta e algumas pessoas que ainda tavam lá. Depois a gente conversa.
PS: cê vai trazer presentes? Pra mim? Então me manda os anos 70 de volta e algumas pessoas que ainda tavam lá. Depois a gente conversa.
Com esse texto do Guga Shultze me despeço de vocês, volto em janeiro. 2010 está aí e que ele seja bem melhor que o 9. Agradeço a todos que marcaram presença em meu blog e que fizeram e fazem a diferença. Beijos.
quinta-feira, dezembro 17, 2009
véspera
de noite veio um bêbado
andando no meio da rua escura e chuvosa
trombou numa árvore enfeitada de luzes de natal
ficou olhando aquela coisa iluminada
sentado na calçada com a garrafa em suas mãos
pensou que tivesse em outro país
começou a cantar em inglês uma velha canção
viu neve onde havia chuva fina
um cão perdido de rua era sua rena
adormeceu sorrindo
e de manhã já era natal
(republicado)
domingo, dezembro 13, 2009
quando a escuridão
a luciano fraga
(poema originariamente publicado no blog versos e perversos de luciano fraga )
quando a escuridão parece mais escura que é
e você está no meio do mar em um pequeno bote
vê uma mancha preta maior que a escuridão
pensa que não haverá mais jeito
desta vez não tem saída
então olha para cima e não vê estrelas
olha para baixo as águas são geladas e negras
você ali no pequeno bote
no meio daquele oceano imenso e gelado
sem tempo sem brisa sem cor sem som
e aparecem uns olhos esverdeados
que brilham e não são estrelas
são maiores que a escuridão e o frio
e você se agarra a eles a seu brilho
você acorda em sua cama e uns olhos verdes escuros
mais escuros que aquelas águas te olham
então você dorme e quase sonha e quase se aquece
e quase pensa que está salvo
e você está no meio do mar em um pequeno bote
vê uma mancha preta maior que a escuridão
pensa que não haverá mais jeito
desta vez não tem saída
então olha para cima e não vê estrelas
olha para baixo as águas são geladas e negras
você ali no pequeno bote
no meio daquele oceano imenso e gelado
sem tempo sem brisa sem cor sem som
e aparecem uns olhos esverdeados
que brilham e não são estrelas
são maiores que a escuridão e o frio
e você se agarra a eles a seu brilho
você acorda em sua cama e uns olhos verdes escuros
mais escuros que aquelas águas te olham
então você dorme e quase sonha e quase se aquece
e quase pensa que está salvo
(poema originariamente publicado no blog versos e perversos de luciano fraga )
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